Grupo Bittencourt
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O Product Market Fit é um conceito para definir se o produto realmente se encaixa em um determinado mercado. O “encaixe”, nesse sentido, é a oferta certa para a demanda certa, uma perfeita conexão que gera vendas e benefícios mútuos para ambos os lados.

Esse termo é essencial para empresas que estão começando as operações e dando um primeiro passo. Contudo, também é importante para companhias já estabelecidas que decidem lançar um novo produto ou uma nova estratégia.

Saiba mais e entenda como planejar os negócios de acordo com a movimentação do mercado.

O que é Product Market Fit?

Chamamos de Product Market Fit a adequação de um produto a um mercado. Esse mercado é composto por consumidores diversos, com gostos, hábitos, dores, sonhos e ambições.

Portanto, é preciso entender todos esses fatores antes de criar um produto ou serviço ou de traçar alguma estratégia.

O entendimento sobre o fit do produto é imprescindível quando a empresa está começando suas operações, ou mesmo lançando novos produtos ou até mesmo novos modelos de negócio. 

Ela precisa compreender como se posicionar no mercado, como segmentar, com quem falar, quais canais utilizar. É necessário levantar a demanda para saber se realmente o projeto é viável e lucrativo.

Dessa maneira, o risco é minimizado. Empresas maiores que desejam investir nessas empresas emergentes, por exemplo, podem se sentir mais seguras.

Com a definição do fit do produto no mercado, a companhia busca avaliar se o produto realmente atende às necessidades do consumidor. Também busca identificar brechas no mercado, ou seja, se outros concorrentes já oferecem algum item similar e como isso tem sido feito.

Para um empresário que está investindo no desenvolvimento do negócio, é importante entender a aceitação do mercado para maximizar a chance de sucesso.

Em outras palavras, é um estudo do mercado para assimilar as características e as necessidades. A partir disso, a companhia pode com esse estudo, tomar novas decisões para adequação e ajustes, para enfim, colocar de fato e em escala o produto ou modelo de negócio no mercado.

O Product Market Fit também ajuda a entender se é mais interessante para a empresa investir em um determinado mercado ou em outro. Isso pode ser o combustível para uma decisão importante, como saber onde abrir uma nova loja da franquia, por exemplo.

Além do que já falamos, o PMF se mostra relevante para empresas já estabelecidas, com um grau maior de impacto no mercado. É possível sondar, por exemplo, se as pessoas vão sentir falta de continuações e upgrades em um produto.

Dá para avaliar o quão grande será o impacto da perda caso aquele produto seja retirado do mercado ou alterado por outro. Assim, a empresa consegue entender a sua importância em um determinado nicho.

Em suma, o estudo sobre fit do produto ajuda a determinar a viabilidade de um lançamento ou de uma estratégia de expansão em um determinado local. Pode ser um estado, uma cidade ou até mesmo um bairro. O nível de especificidade varia a depender do ângulo desejado.

O importante é ter total compreensão da necessidade de avaliar a demanda e as características dos consumidores, para determinar se há uma boa oportunidade em investir naquele nicho ou naquela parcela de mercado.

o que é product manager

Como definir o PMF da sua empresa

O PMF é uma proposta prática. É um estudo real, que precisa de uma ação na realidade para se concretizar. Vamos agora especificar melhor o assunto, explicando como definir o PMF de sua companhia.

Entender e identificar as necessidades

Primeiro, é essencial identificar as necessidades dos seus consumidores. Somente desta forma o produto vai ser personalizado ao que o cliente precisa de fato, de modo que haja sucesso na relação entre oferta e demanda. Isso passa por uma compreensão do cliente em todas as dimensões.

Esse estudo visa entender como os consumidores vão receber a novidade, e entender se terão interesse em comprar e se aproximar da marca. Caso haja realmente esse fit, a empresa passa a ter mais segurança em investir e continuar desenvolvendo o produto ou o modelo e novos formatos de negócios.

Proposta de valor

O Product Market Fit também está relacionado com a proposta de valor. Essa proposta expressa os benefícios e a descrição de um negócio ou produto para o consumidor. É como resumir a estratégia da empresa ao lançar aquele produto em uma frase ou única concepção.

Ou seja, em poucas palavras, você consegue especificar qual é a missão e o objetivo do produto para, então, saber como ele pode impactar o seu público.

Contudo, para definir uma boa proposta, a empresa deve ter noção das necessidades do mercado, logo, é preciso ter feito a primeira etapa.

como definir product market fit

MVP / Protótipo

Outro processo fundamental é a definição do MVP (Minimum Viable Product) ou protótipo. É uma fase do desenvolvimento que entrega uma versão inicial do produto para ser experimentada pelos clientes. Assim, com o feedback do uso ativo, é viável melhorar esse protótipo para chegar, efetivamente, a versões aprimoradas.

Parte de uma filosofia ágil, em que o produto não é finalizado, apenas melhorado constantemente. Nesse sentido, a empresa deve sempre tentar identificar o fit no mercado para ajustar sua produção enquanto ela está acontecendo.

Essa relação próxima com o mercado permite otimizar as operações, eliminar desperdícios e, de fato, amadurecer a concepção da empresa sobre seu posicionamento.

Regra dos 40% – entenda se há Product Market Fit

Também vale mencionar a regra dos 40%, que consiste na empresa questionar ao mercado se o cliente realmente tem necessidade de algo como seu produto ou se sentiria falta dele (caso fosse descontinuado). Se a resposta for no mínimo 40% positivo para a empresa, então essa é uma boa notícia.

Isso quer dizer que há um potencial grande para o produto naquele mercado, portanto existe um bom Product Market Fit. Claro, que há outros fatores, como tamanho do mercado, concorrência e outros que podem afetar a viabilidade de um produto ou serviço, mesmo que ele atenda à “regra dos 40%”. Mas ela serve certamente para ajudar em uma resposta rápida sobre se o produto está no caminho certo.

Qual a importância do PMF para a empresa?

Quando a organização percebe que o seu produto tem um potencial lucrativo em um mercado, ela identifica uma necessidade a suprir. Assim, é como enxergar um alvo a alcançar, com muita clareza. Isso facilita a criação de metas e permite tomar a decisão certa.

Portanto, o Product Market Fit serve para diminuir os riscos e a incerteza, fatores típicos desse tipo de ação.

Saiba como o Grupo Bittencourt pode te ajudar a encontrar as melhores oportunidades no mercado!

Conclusão

Neste artigo, vimos a importância do Product Market Fit e entendemos como as empresas podem se organizar para entender se existe adequação ao produto no mercado.

Ou seja, o conceito representa uma forma de entender o mercado para otimizar as rotas e as decisões. Desta forma, torna-se menos arriscado o lançamento de produtos ou criação de determinadas estratégias.

 

Se você ainda está achando que Inteligência Artificial está distante do seu negócio, é bom saber que quem está ficando distante da realidade é o seu negócio.

Explico por quê. Apesar da IA estar no mapa das tendências há alguns anos, somente agora ela está sendo efetivamente aplicada nas mais diferentes frentes com apoio do machine learning (que de fato aprende e evolui) e o grande diferencial, está democratizada.

Não é mais algo de grandes corporações ou gigantes da tecnologia. É real, acessível e já está sendo utilizada para que as equipes ganhem eficiência em seu dia a dia.

Se você estiver atento ao que está borbulhando em torno da IA, você certamente já tem uma gama de ferramentas para testar e colocar à prova. São muitas e com as mais diferentes aplicações – desde geração de imagens exclusivas, textos e respostas a comandos cada vez mais específicos.

A IA generativa é que mais tem deslumbrado os executivos dos mais diferentes mercados, inclusive do franchising. Ela é capaz de criar conteúdo original, como imagens, textos, músicas e além.

O ChatGPT (a mais difundida até o momento) levou apenas 2 meses para atingir 100 milhões de usuários. O Instagram, por exemplo, levou 2 anos e meio para atingir a mesma marca. E por isso, realmente a afirmação de que é uma tecnologia democratizada é real. Apesar de sua base de dados ser referente a 2021, a quantidade de informações é tão grande que ela oferece respostas precisas e continua aprendendo com as interações com os usuários.

Um dos principais benefícios da IA no franchising é a capacidade de personalizar os esforços de marketing e vendas, usando análise de dados para atingir os clientes certos no momento certo.

A IA também pode ajudar os franqueados na geração de leads, simplificando o processo de vendas e fornecendo previsões de vendas mais precisas. Como? Utilizando o apoio da IA para criar mensagens realmente atrativas que irão engajar e ampliam a propensão de um candidato à franquia se interessar por uma marca.

A IA pode ser usada para automatizar tarefas rotineiras, liberando os franqueados para se concentrarem em atividades mais estratégicas. Um bom exemplo é a elaboração das análises de desempenho das franquias a partir de dados enviados pelas unidades e oferecer recomendações.

Da mesma forma, a criação de conteúdo para treinamentos se torna mais fácil e acelerada. Outro exemplo é a possibilidade de os franqueados responderem às avaliações dos clientes em redes sociais ou apps de recomendações de forma mais assertiva e menos emocional. Muitas vezes o franqueado não tem uma estrutura ou mesmo a expertise para fazer isso, e a IA pode dar um salto nesse retorno.

Já pensou na evolução do SAF? O serviço de atendimento ao franqueado ficará ainda mais eficaz e acurado. E principalmente rápido. Oferecendo respostas imediatas a dúvidas que muitas vezes podem ser essenciais para condução do negócio na ponta.

E para as áreas de RH, nunca ficou tão fácil escrever um job description e buscar candidatos que tenham fit com a oportunidade.
E num mundo em que a geração de conteúdo começa a ficar mais homogenia como as marcas vão se diferenciar? Com posicionamento, com adoção de pontos de vista claros. As avaliações humanas e emocionais não podem ser geradas por IA (pelo menos por enquanto!).

No entanto, há alguns riscos potenciais para o franchising com o uso da IA incluindo a necessidade de proteger a propriedade intelectual e questões de privacidade. Além disso, apesar de muito coerente as ferramentas atuais ainda erram. E ouvi esses dias uma frase que fez muito sentido: da mesma forma que as ferramentas tem acertado com convicção, elas também erram com convicção. Então uma dose de cautela é crucial. As marcas devem se manter atualizadas sobre a evolução da tecnologia da IA e participar de comunidades para se manterem informados.

Vale lembrar que isso é só o começo do que está por vir. Pela velocidade da adoção e da evolução da tecnologia as possibilidades serão infinitas. Aquela preocupação de que “será que meu negócio sobrevive à Inteligência Artificial?” A resposta é sim. Mas somente se o seu negócio souber fazer bom uso dela.

E a conclusão é simples. A IA oferece grandes oportunidades para o setor de varejo e franquias, e aqueles que a adotarem cedo terão uma grande vantagem competitiva.

No mundo atual, já não é segredo que a influência se tornou um dos maiores direcionadores de venda no varejo. Do consumidor satisfeito aos influenciadores iniciantes ou profissionais, todos tem um papel importante nesse contexto da digitalização do varejo. E, na prática, as marcas que investem em reputação e influência veem a relação direta com a mudança do comportamento de compra dos consumidores e no aumento das vendas.

Tanto que cada vez mais as marcas estão investindo na colaboração com influenciadores ou microinfluenciadores e desenvolvem estratégias de acordo com o perfil dessas pessoas como por exemplo, lançamento de coleções inteiras, até ações mais pontuais para direcionar tráfego para as lojas. Benefício para a marca que atrai uma nova audiência e benefício para o influenciador que ganha exposição e reputação nas redes.

Esse movimento tem sido visto como uma completa convergência de varejo, mídia e criação de conteúdo. Imagine a seguinte situação: um consumidor entra numa loja incrível, em que ele percebe que uma foto ou um vídeo realizado ali poderia gerar uma série de likes nas redes sociais e, de quebra, mostrar que ele é uma pessoa que tem experiências exclusivas. Alguns de seus seguidores, assistem ao vídeo e passam a desejar também viver essa experiência. Eles vão também na loja e, além de checar o ambiente, compram algum produto. Em paralelo, o algoritmo da rede social, por sua vez, percebe o interesse dessa pessoa e começa a entregar mais e mais conteúdo sinérgico, gerando assim um looping infinito de awareness de marca, produção de conteúdo e conversões de vendas. O varejista por sua vez, coleta os dados desses consumidores para estreitar a relação criando um programa de fidelidade… e a história não tem fim, ela continua das mais diferentes formas.

Além da influência e convergência um novo caminho encontrado para se manter relevante é a colaboração.

Isso acontece com outras marcas que podem agregar valor e reputação para os negócios. Trabalhando juntas e explorando o que cada uma tem de melhor, o potencial que alcançam é muito superior à capacidade que teriam de forma isolada. Essa estratégia tem se provado eficaz para aumentar o awareness além de permitir atrair novos públicos pela simples colaboração entre marcas complementares.  Tudo para garantir o intercâmbio de consumidores e permitir que eles fiquem mais tempo na operação, vivendo de fato o negócio e claro, comprando.

Mais uma estratégia não é exatamente novidade, uma vez que há bastante tempo marcas têm se associado para criar produtos em colaboração. A diferença agora, é que os negócios passam a se unir de forma deliberada e estratégica. Exemplos são a inclusão de operações de foodservice em lojas de vestuário ou ainda, em supermercados. Outro exemplo possível é a de pequenos varejistas que se unem para criar uma loja para expor os produtos para mais pessoas e diluindo os custos de fazer isso acontecer.

A colaboração não para por ai. Já vemos marcas trabalhando de forma colaborativa para unir seus processos logísticos e garantir eficiência e redução nos custos de distribuição.

Modelos de negócios inteligentes já nascem com a incorporação dessas possibilidades. Seja por meio de um design com propósito claro, pela estratégia de relacionamento com o consumidor, ou principalmente ainda pelas diversas funções que a loja pode ter. Temos implantado e cocriado com nossos clientes projetos viáveis, escaláveis e flexíveis que integram influência, colaboração e outras ferramentas poderosas de relacionamento com foco em ganhar vantagem competitiva, aumentar as vendas e alcançar novos públicos. E os resultados, são no mínimo surpreendentes.

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT consultoria especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias.

Quando uma empresa deseja se tornar uma franquia, deve entender que um percurso longo e cheio de detalhes deve ser seguido. Quem pesquisa como franquear minha empresa, precisa primeiro compreender quais são as etapas cruciais para criar uma rede e como avaliar isso.

Primeiro, é necessário adotar os melhores instrumentos, olhar na direção correta e saber como se planejar bem. Dessa forma, é possível obter retorno sobre os investimentos e aumentar as chances de sucesso.

Saiba mais sobre esse assunto com nosso conteúdo.

O que é uma franquia?

Um sistema de franquia é um modelo de negócios em que um franqueador (o detentor de uma marca) concede o direito de usar sua marca, produtos, serviços e sistemas operacionais a um franqueado (um empresário independente) em troca de uma taxa inicial e royalties contínuos.

O franqueado opera um negócio usando os métodos e sistemas comprovados do franqueador, ao mesmo tempo em que adere a certos padrões e diretrizes estabelecidos pelo franqueador. Esse modelo de negócio fornece ao franqueado uma marca reconhecida e processos operacionais bem definidos, enquanto o franqueador se beneficia da expansão de sua marca e do investimento do franqueado no negócio.

É uma estratégia de negócios que vemos em vários setores, de alimentação à saúde. Grandes empresas multinacionais investem bastante nesse tipo de abordagem, inclusive, para ingressar em mercados de outros países.

Um dos grandes benefícios do franchising é a não caracterização de vínculo empregatício entre franqueado e franqueador – fato inclusive previsto em lei.

A relação é baseada em um contrato específico e prevê o pagamento de algumas taxas para os franqueadores, como a taxa de propaganda, os royalties e a taxa de franquia.

As marcas também têm alguns deveres, como a prestação de suporte, o treinamento constante, em alguns casos o abastecimento, bem como a transparência com relação à parceria.

As redes de franquia constituem uma forma rápida e eficiente de escalar um negócio. Contudo, não são a única forma. Por isso, antes que uma empresa invista nesse modelo, ela precisa avaliar a viabilidade, bem como seguir uma série de etapas.

É isso que é preciso ter em mente quando você se pergunta como franquear minha empresa. As etapas incluem fatores que desenvolvemos no próximo tópico.

O que é uma franquia

Como franquear uma empresa?

Uma vez que já introduzimos o assunto, vamos avançar para responder a questão de como franquear uma empresa. Saiba mais.

Faça uma análise da franqueabilidade

O estudo de franqueabilidade vai levantar a capacidade de um negócio dar certo em uma estratégia de franquias. 

Ou seja, visa entender o potencial dos mercados-alvo, a possibilidade de lucro para as unidades franqueadas e para a marca franqueadora, o potencial de crescimento e tempo para conseguir um retorno, além de fazer as projeções financeiras que respondem pontos como: potencial de ganho do franqueado, potencial de ganho da franqueadora, prazo de retorno do investimento, valor das taxas comportado pelo modelo, investimento inicial entre outros.

Tudo isso deve ser avaliado antes de uma decisão. A organização saberá se realmente vale a pena prosseguir com a ideia ou se é melhor buscar outra forma de expansão.

Analise a viabilidade financeira

A viabilidade econômica busca projetar a sustentabilidade financeira daquele projeto, de modo a garantir se é uma boa oportunidade ou não. Nesse sentido, permite entender se os custos serão altos demais, se o retorno vai ser interessante para ambas as partes, bem como o potencial de competitividade daquela região explorada.

Essa análise faz parte do estudo de franqueabilidade, como mencionado acima.

Contratos e formalização da relação

Sendo positiva a análise e o projeto sendo considerado viável é hora de começar a formalizar toda a documentação e contratos que  que atendem à lei de franquias.Isso inclui a Circular Oferta de Franquia, o pré-contrato e contrato de franquia que são os documentos que formalizam a relação contratual entre as partes.

Essa parte do processo de franqueabilidade deve ser realizada por advogado especialista em franchising para que ele garanta a segurança e proteção da marca e das partes envolvidas na relação de franquias.

Planejamento de como franquear minha empresa

Processos padronizados

Para entender como franquear uma empresa, é preciso saber a importância de padronizar os processos, torná-los consistentes e replicáveis. 

Afinal, isso pode significar o sucesso ou insucesso de um franqueado na rede. Ele precisa ter acesso à fórmula de sucesso da franqueadora e conhecer tudo que precisa fazer para operar a unidade de forma adequada.

É preciso organizar e desenhar os processos e garantir que estejam acessíveis aos franqueados. Durante essa parte do estudo, é possível também identificar os pontos importantes de mudança.

Recomendamos que leia também sobre compliance.

Crie os manuais

Outro fator de extrema importância são os manuais. Uma franquia deve contar com diversos manuais que ajudam a esclarecer como as operações serão executadas, bem como as normas da rede.

  • o manual de operação deve guiar o franqueado em como operar o negócio no dia a dia;
  • o manual de implantação vai mostrar os passos no processo de  implementação da franquia – ou seja desde a assinatura do contrato até a abertura da unidade;
  • o manual de marketing vai guiar o franqueado no processo de divulgação da marca de forma correta, além de dar opções de ações de marketing local para que o franqueado faça a divulgação do seu negócio seguindo as normas da franqueadora;
  • e o manual de administração e controle ajuda no controle do orçamento e das contas da unidade.
  • Oferecemos um serviço completo de manual de franquias, saiba mais!

Treinamentos

Também vale ressaltar a necessidade de treinamentos constantes e sólidos para ajudar os franqueados. Nessas sessões, a franqueadora  ajuda as unidades a entender como realizar as operações, como cuidar da administração e como conseguir os objetivos com a franquia, por exemplo.

Marketing e comunicação unificados

A marca deve definir muito bem o seu branding e sua forma de apresentação. Com o marketing bem estruturado, é possível transmitir isso aos franqueados e garantir um posicionamento consistente.

No entanto, a franquia precisa também de um esclarecimento acerca de como deve ser a responsabilidade dos franqueados e até onde eles podem ir nas abordagens próprias de marketing.

Entenda como o Grupo BITTENCOURT pode te ajudar na gestão e implantação de uma rede de franquias!

Conclusão

Afinal, como franquear minha empresa? Como vimos, a resposta inclui uma série de etapas e estratégias. É preciso estudar a viabilidade e a franqueabilidade do negócio, entender bem como fazer os treinamentos, planejar os objetivos e a implantação, entre outros pontos.

Com a observância dos pontos cruciais, a empresa franqueadora tem a oportunidade de garantir o retorno esperado e estimular o crescimento da rede de forma consistente. Sobretudo, é fundamental ter o apoio de uma consultoria especializada e com expertise no mercado de franquias para te apoiar nesse processo.

O Grupo BITTENCOURT é especialista no mercado de franquias, com mais de 3 décadas de mercado, e já apoiou milhares de empresas a ingressar no sistema. Seu processo de formatação inclui todas as etapas citadas nesse artigo e muito mais.

Um termo muito relevante hoje em dia, que protagoniza inúmeras discussões em empresas modernas, é o MVP (Minimum Viable Product, ou Produto Mínimo Viável). É um conceito associado com a metodologia Lean, uma filosofia de produção que vem sendo adotada por muitas companhias.


MVP é relevante para muitos no início da jornada como uma corporação, contudo, também pode representar uma estratégia interessante para empresas já consolidadas. Para isso, é importante entender como esse termo funciona e quais princípios ele advoga.


Saiba mais neste artigo!

O que é MVP?

MVP é uma sigla para Produto Mínimo Viável, com já comentamos brevemente no primeiro parágrafo. Trata-se de uma versão mais simples de um produto com intuito de ser lançado ao mercado de forma ágil.


Por isso, o conceito é tão utilizado no caso de empresas emergentes, startups e companhias que estão começando suas operações. Nesse caso, essas empresas não precisam esperar para desenvolver um produto complexo, que atenda a todas as demandas daquele nicho. Em vez disso, optam por uma versão minimamente utilizável.


Essa versão vai ao mercado para uso dos clientes e volta com feedbacks valiosos para análise. Então, a partir desses feedbacks, se pode melhorar a versão para lançar mudanças posteriormente.


Ou seja, é um fluxo contínuo envolvendo produção, feedbacks e alinhamento dos produtos e das próprias empresas ao que diz o mercado. 


Em suma, o Produto Mínimo Viável é uma forma de lançar rápido um produto, entender no que ele pode ser melhorado também rapidamente,, ao mesmo tempo em que a empresa marca presença e, de fato, começa sua operação. É uma forma de pensar similar ao Lean, uma estratégia que foca em processos enxutos, com menos desperdícios.


Também é uma filosofia ágil. Os princípios ágeis ficam muito evidentes quando analisamos o Produto Mínimo Viável: divide desafios maiores em pequenas partes, tenta focar em clareza, busca colaboração com base em feedbacks, entregas contínuas, integração dos times, etc.


Além de pensar o produto, é possível também considerar o Produto Mínimo Viável como uma forma de conduzir a empresa e outros projetos. Nesse caso, a própria empresa desenvolve versões mais simples dos projetos para tentar captar feedbacks que instigam melhorias.


Importância do MVP

Importância do MVP

O Produto Mínimo Viável é importante em várias etapas de uma empresa, e não só para startups. É fundamental como um apoio para organizações de diferentes tipos, justamente por conta da filosofia associada.


Ao investir nesse tipo de estratégia, as empresas poderão focar em reduzir desperdícios e em se tornar eficientes. A ideia de um esforço para chegar a uma versão mínima garante também foco.


No geral, é possível ver diversas vantagens em diversos âmbitos. No próximo tópico, isso ficará um pouco mais claro.


Relação com o Lean Concept

Há uma relação do MVP com o Lean Concept, uma estratégia de concepção de lojas que se baseia na metodologia Lean. 


Ou seja, é a ideia de buscar um modelo enxuto, barato, personalizado, que atraia e conquiste pela simplicidade e por oferecer exatamente o que o cliente deseja. 


Desse modo, busca reduzir os desperdícios, com foco na eficiência e no que realmente a empresa precisa apresentar ao cliente em nichos menores.


Assim como o MVP, o objetivo é criar uma loja em uma versão mínima, eficaz, de acordo com o que mercado necessita. Assim, se consegue vender mais e até entrar em mercados novos.


Vantagens do MVP: entenda

A ideia do produto mínimo é muito interessante para contextos distintos. Por isso, permite uma visão ampla que ajuda a garantir a sustentabilidade do negócio. Vamos analisar melhor as vantagens do MVP nesta seção. 


Reduzir riscos

Se a empresa consegue obter feedbacks precisos antes de chegar à versão final de um produto, ela é capaz de eliminar ou reduzir os riscos do mercado. Os riscos de não aceitação e de dificuldade de integração de um projeto em um nicho são atenuados, pois a empresa trabalha em alinhamento com feedbacks.


Caso uma primeira versão não obtenha tanto sucesso, os esforços para chegar a ela não foram tão grandes, então o prejuízo é menor.


Detectar erros

Outro ponto essencial é que o Produto Mínimo Viável permite detectar erros com facilidade. Cada versão é estudada e, de acordo com os feedbacks, os pontos de melhoria são tratados para a próxima versão. A empresa não precisa correr o risco de insistir em falhas e evita se prejudicar no futuro.



Reduzir os custos

Com a versão mínima dos produtos, já há uma redução considerável de custos. Afinal, estamos falando de uma estratégia claramente focada na redução de desperdícios e em tornar os processos mais enxutos. Isso significa menos despesas e maior controle financeiro.


Redução de custos

Validação de hipóteses

Se a empresa possui hipóteses, ela pode agora validá-las de forma mais eficaz, com os produtos no mercado. Essa é uma forma de estudar a viabilidade de certos projetos, antes mesmo de empreender muito esforço neles. 


O que é Produto Mínimo Viável de uma startup?

No caso de uma startup, o Produto Mínimo Viável consiste em uma versão mais simples do produto principal da empresa que é lançado para amadurecer enquanto é utilizado. A empresa acelera seu lançamento no mercado, conquista clientes e consegue evoluir o produto de acordo com validação a partir de feedbacks.


Assim, a startup mantém o seu caráter emergente, enquanto tem nas mãos uma ótima ferramenta para estudar o mercado. 


No caso de uma empresa em modelo de startup, o MVP serve inclusive para atrair investimentos importantes, já que é uma forma de mostrar ao mundo algo de valor feito pela companhia naquele estágio. 


Como falamos, o conceito está muito associado ao universo de empresas emergentes dessa natureza. Contudo, vale frisar, não é exclusividade desse tipo de empresa. 

Conheça também o conceito de Product Market Fit, que vai te ajudar a tomar a decisão certa ao lançar produtos no mercado!


Como fazer um MVP do projeto?

O MVP também pode ajudar na organização de um projeto qualquer da empresa. Caso a corporação tenha um objetivo e queira traçar as melhores estratégias, pode usar a ideia do Produto Mínimo Viável como uma inspiração para a abordagem.


Um exemplo pode ser a abertura de novas unidades para expansão, por exemplo. Nesse caso, a empresa pode começar com versões menores e uma observação maior, em busca de feedbacks. Isso é aplicar o ideal de um Produto Mínimo viável, mesmo sem um produto.


Como criar um Produto Mínimo Viável?

Para dar prosseguimento ao assunto, vamos discutir como criar um Produto Mínimo Viável. Com as dicas, sua empresa conseguirá saber como adaptar os pilares do conceito à sua realidade. Entenda melhor essa questão e saiba como conseguir sucesso com a estratégia. 


Como criar MVP

Crie as hipóteses

Primeiro, a empresa deve formular as hipóteses e estar certa do que vai procurar validar com o produto no mercado. Essas são as primeiras impressões, uma visão inicial acerca do nicho e da aceitação daquele item.

Defina os indicadores

Para saber como avaliar a versão mínima do produto, é fundamental conhecer os indicadores-chave a serem analisados. Ou seja, como você vai verificar o produto, o que exatamente vai procurar para entender o desempenho.

Essas métricas ajudam na etapa de feedback e permitirão traçar as melhorias em seguida. 

Aprenda também com o mercado

Uma boa estratégia é fazer benchmarking também com o Produto Mínimo Viável. Isso inclui buscar ideias para reforçar o produto e alinhar com uma visão ampla e geral do que se espera no mercado. Também é interessante tentar simular algumas estratégias que já deram certo com outros produtos de outras empresas.

Aplique o Produto Mínimo Viável

Para ter sucesso, o produto deve ser lançado. Esse lançamento deve ser gerenciado com cuidado, a partir de uma análise de onde realmente ele poderá ser usado. O ideal é adotar um contexto realista, com uma amostra real de clientes para obter uma visão mais precisa e sem viés. 

Exemplos de MVP

Há várias empresas que começaram com um tipo de produto ou um tamanho menor e cresceram de forma estratégica.


Temos alguns tipos de Produto Mínimo Viável que se diferenciam entre si por questões dignas de atenção. 


O MVP protótipo é bem simples de entender: uma versão mais simples, com menos funcionalidades, que é passada para clientes antes da versão final. Então, os feedbacks ajudam a alinhar e a desenvolver o resto com menos erros.


Há também o MVP duplo, que funciona como uma espécie de teste A/B. Se testam duas versões diferentes de um produto, de modo a captar a aceitação de cada um e definir melhor qual é a abordagem mais adequada. 


Existe também o funcional. Envolve automação para ajudar no controle dos feedbacks e no aperfeiçoamento das versões. 


Qual a relação entre Produto Mínimo Viável e Lean Startup?

A abordagem favorita de empresas Lean é o Produto Mínimo Viável. É a forma de se manter enxuta, em conformidade com a filosofia de menos desperdícios. Inclusive, há quem pense que ambos são sinônimos diretos. 


Ou seja, para aplicar a metodologia Lean, é preciso investir na construção do Produto Mínimo Viável.


Saiba como o Grupo BITTENCOURT pode ajudar sua empresa na formatação de franquias!

Conclusão

O MVP é uma estratégia de contenção de custos, redução de desperdícios e de criação de produtos com base em ciclos contínuos de melhoria e entregas. É desenvolver versões de produtos para serem modificadas com base no uso constante, no contato com o nicho e com indicadores.

Nesse sentido, o conceito pode ser expandido para projetos corporativos. A ideia é sempre garantir um desenvolvimento ágil, flexível e mutável, de acordo com o mercado. 

Como vimos, o conceito está relacionado com a noção de loja que vende em um formato mais enxuto, o Lean Concept. 

 

Uma organização vive em um contexto maior do que ela, com fatores externos que influenciam a sua sobrevivência. Quanto maior a empresa, melhor ela pode se preparar, com uma estrutura robusta, para atenuar os fatores externos que podem influenciar no negócio. Esse é um dos benefícios da análise de cenários, uma espécie de projeção que permite facilitar a gestão e otimizar o andamento do negócio.

Dessa forma, é possível continuar crescendo de maneira segura e consistente. Saiba mais sobre isso neste conteúdo.

O que é análise de cenários?

A análise de cenários é uma projeção de possíveis situações em que a empresa se encontrará no futuro. Busca analisar perspectivas de riscos, oportunidades e situações que ajudem a impulsionar o crescimento.

 

É uma forma de considerar fatores externos — como os regulatórios como leis e normas de setores específicos — e cruzar com os aspectos internos e tentar entender como a empresa estará no futuro ou como ela responderá a essas mudanças, com base nessa avaliação. Assim, busca também uma análise ampla e abrangente de todos os elementos que podem impactar esses cenários.

 

Essa análise é imprescindível para empresas de diversos tamanhos e é um dos serviços oferecidos em consultorias. A partir dessa análise, fica evidente o que a empresa pode fazer para melhorar, para lidar com os possíveis ameaças e para tentar crescer de forma orgânica e natural.

Você também pode se interessar: tudo sobre compliance!

 

O que é análise de cenários

Importância da análise de cenários

A análise de cenários é essencial porque permite que a empresa entenda melhor as mudanças e a dinâmica do mercado e saiba como se posicionar e responder a elas. Além disso, é uma maneira de alinhar os objetivos internos, as ações e políticas com o mundo real, em constante efusão.

 

A análise também oferece previsibilidade, o que é muito importante hoje. Antes de uma grande decisão, como a escolha de canais para investir, é preciso avaliar vários fatores, entre eles a possibilidade de lucro e sucesso.

 

Ela pode ser importante inclusive para alinhar as expectativas para entender exatamente como será a realidade.

 

Essa avaliação, feita com essa projeção de possíveis situações, alimenta o planejamento e possibilita fazer planos de ação para os períodos futuros da gestão da empresa.

 

Qual a principal função da análise de cenários?

Uma análise de cenários visa levantar a viabilidade de algum projeto ou decisão que está sendo sondada pela organização. Isso permite direcionar melhor os esforços, evitar custos e garantir produtividade e eficácia nas ações.

 

Em outras palavras, a empresa não é pega de surpresa, pois consegue mensurar cada situação, bem como a probabilidade específica de cada resultado e pode compreender quais são as melhores abordagens.

 

Ela envolve a criação de vários cenários hipotéticos que levam em consideração diferentes variáveis e suposições, como mudanças na economia, concorrência, regulamentações ou comportamento do consumidor.

 

A principal função dessa análise é tentar esclarecer aspectos escondidos, que não ficam tão visíveis no dia a dia. Uma oportunidade ou um risco podem estar subentendidos em uma avaliação corrida dos números de performance semanal, por exemplo.

 

Essa verificação mais ampla, incluindo aspectos externos que podem afetar a empresa, possibilita olhar adiante, eliminar vícios e erros, de modo a engrandecer os resultados.

Função da Análise de Cenários

Quais são os tipos de cenários?

Temos três principais tipos de cenários que podem ser projetados: pessimista, otimista e realista.

 

O cenário pessimista surge quando os números apontam para uma direção ruim. Assim, o esforço da empresa consiste basicamente em tentar diminuir as perspectivas negativas e garantir menor impacto. É uma preparação para crises e problemáticas que podem surgir.

 

É como se preparar para defender, apenas, em um contexto de batalha. O cenário previsto força a empresa a se guardar melhor, se proteger com maior intensidade e assegurar o mínimo para a sobrevivência.

 

Por outro lado, há uma análise otimista. Trata-se da exploração de oportunidades interessantes que surgem ou uma leitura mais positiva de fatores que permitiram um crescimento maior e mais rápido.

 

Essa avaliação é justificada por um ambiente econômico positivo, menos crises e mudanças controláveis no mercado. Então, a organização entende que pode se manter mais otimista com relação ao que espera no futuro.

 

No meio termo, temos a análise realista. Busca o equilíbrio, com foco em oportunidades e em riscos ao mesmo tempo. Ao multifacetar esse foco, a empresa consegue esforços em todas as direções e garante que se crie um cenário positivo, mesmo controlando possíveis ameaças.

 

É uma visão mais equilibrada e adequada para o mundo moderno, em que as incertezas são muito difíceis de controlar e mensurar. Mesmo com as estratégias corretas e com o apoio da tecnologia, ainda há fatores que fogem do controle.

 

Um cenário não substitui o outro, e é recomendado fazer os 3 para que a empresa consiga enxergar as situações conforme os cenários construídos se confirmem.

 

O que é análise de cenários macroeconômicos?

A análise de cenários econômicos considera aspectos da economia de um país e tenta avaliar como isso pode afetar a organização. Ou seja, é uma análise dos fatores externos, políticos, e econômicos referentes a questões maiores do que a própria organização.

 

Variáveis como juros, inflação, impostos, valorização da moeda nacional, políticas de abertura de mercado e investimento estrangeiro são alguns exemplos. Esses fatores podem denunciar maior suscetibilidade a um sucesso prolongado ou maiores riscos.

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Como fazer uma análise de cenário?

Importante saber que a análise de cenários pode ser feita de diversas maneiras e usando várias ferramentas que são conhecidas no universo da administração dos negócios.

 

A modelagem estatística por exemplo pode apoiar no entendimento dos cenários econômicos, outros modelos examinam a interdependência entre setores e como um pode afetar no outro, há ainda a análise de cenários que se baseia em dados históricos para identificação de padrões para fazer previsões futuras as possibilidades são muitas.

O nosso mapa de oportunidades é um diagnóstico completo que vai fazer a diferença nas estratégias da sua empresa. Contira!

Vantagens da análise de cenário

Vamos analisar os principais benefícios de uma análise de cenários. Dessa forma, será possível compreender por que usar essa estratégia de forma constante em sua empresa.  Acompanhe.

 

Vantagem competitiva

Um dos fatores é o aumento da vantagem competitiva. A análise de cenários permite destaque no mercado, uma vez que a empresa consegue analisar melhor os fatores que poderão levar ao sucesso e compreende os riscos que devem ser combatidos.

 

Essa previsibilidade possibilita se colocar no lugar certo para chegar aos objetivos traçados.

 

Diante disso, a empresa pode aproveitar as oportunidades para crescer e se tornar referência em seu nicho até mesmo no mercado internacional. Isso também significa conquistar mais clientes, mais oportunidades de parceria e até mesmo mais investimento.

 

Vantagens da Análise de Cenários

Percepção do ambiente externo

A análise e leitura do ambiente externo ficam mais aguçadas com uma análise de cenários. Ao usar essas ferramentas para compreender o mundo ao redor, a empresa é capaz de entender como se posicionar, como lidar com a dinâmica do mercado e como contornar certas crises ou problemas que surgem.

 

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Conclusão

Como vimos, a análise de cenários permite compreender pontos positivos, riscos e oportunidades que podem surgir no futuro. É uma leitura de probabilidade que considera o que pode acontecer para ajudar as empresas na tomada de decisão.

 

Por isso, é importante fazer essa avaliação e saber como compreender a dinâmica do mercado para estimular um crescimento seguro e consistente.

Uma das práticas comuns das empresas modernas é a descentralização das decisões e da gestão de projetos. A gestão descentralizada é uma resposta à busca por maior flexibilidade, maior agilidade e por uma cultura mais saudável e colaborativa nas empresas.

Além disso, é uma forma de reduzir custos e facilitar na hora de escalar o negócio. O conceito de descentralização também é importante quando visto sob outros ângulos, como em uma estratégia de franquias, por exemplo.

Nesse sentido, a rede de franquias é uma abordagem descentralizada para favorecer o crescimento seguro e consistente de uma rede de negócios. 

Entenda melhor o conceito de gestão descentralizada neste conteúdo. 

O que é gestão descentralizada?

A gestão descentralizada é uma forma de repensar a estrutura das empresas para foco em colaboração horizontal, lideranças compartilhadas e situacionais, e principalmente de empoderamento das equipes. 

Assim, os times ficam menos dependentes da hierarquia da companhia e podem liderar projetos com maior autonomia, assumindo responsabilidades por sua condução, implementação e conclusão.

Ou seja, é uma forma de oferecer maior autonomia aos diferentes times em uma companhia. Em uma gestão descentralizada, as equipes investem menos tempo com trâmites administrativos e focam nos resultados que se deseja alcançar. Os times medem seu próprio desempenho com indicadores claros que apoiam a gestão no acompanhamento do projeto, e definem os planos de ação de acordo com as metas estabelecidas. 

No mundo moderno, essa é uma demanda importante. Afinal, o ritmo das mudanças no mercado e comportamentos de consumo ocorrem muito rápido, e as empresas precisam desenvolver métodos de atuação ágeis para responder no tempo e da maneira adequada. 

Se a gestão é descentralizada, é possível tratar problemas específicos e garantir essa agilidade na solução de cada situação, por exemplo.

Vamos considerar como exemplo o crescimento de uma rede de franquias em contraponto ao crescimento com lojas próprias. Uma rede de franquias é uma estratégia de expansão que pode ser considerada descentralizada, uma vez que consiste em uma série de unidades independentes, porém que seguem uma diretriz e as regras que são transferidas pela franqueadora.

São unidades que possuem um dono do negócio que é 100% responsável pela operação franqueada e pelo sucesso dela.  Porém, apesar da independência, os padrões da marca e as diretrizes da franqueadora devem ser seguidos. 

A franqueadora oferece a estrutura e o suporte para a operação e gestão, mas cabe ao franqueado a aplicação na ponta. 

Com essa atuação descentralizada, a expansão ocorre de forma mais rápida e segura.

Gestão centralizada e descentralizada: entenda as diferenças

Uma gestão centralizada seria o modelo mais tradicional de estrutura das organizações. Basicamente, consiste em um modelo verticalizado, em que os times dependem bastante das lideranças centrais. É uma estrutura bastante hierarquizada e com níveis de gestão e subordinação. 

Assim, as decisões, das menores às mais importantes, são levadas para os gestores. Isso naturalmente demanda maior atenção e pode tornar os processos decisórios um pouco mais lentos, rígidos e engessados. 

As diferenças principais são a flexibilidade e a autonomia dos times. Na gestão descentralizada, esses fatores são amplificados para tornar a gestão das atividades e dos projetos mais ágil e colaborativo.

Principais vantagens da gestão descentralizada: confira

Vamos conferir as vantagens principais de uma gestão descentralizada

Agilidade

Um dos pontos é a agilidade na tomada de decisão. Quando se tem uma gestão flexível e descentralizada, a decisão é tomada em menos tempo, pois o processo para se chegar até ela é mais simples. 

Ou seja, não é preciso subordinar cada tomada de decisão às  lideranças; os próprios times conseguem fazer autogestão e conduzir suas atividades de forma mais independente.

Colaboração

A gestão quando descentralizada tende a ser mais colaborativa, em um modelo em que se ouve mais as pessoas e se leva em conta suas contribuições e experiências. 

Assim, a empresa consegue aproveitar diferentes pontos de vista, novas ideias, além de ganhar em engajamento das pessoas da companhia — elas se sentem parte da solução e ganham visibilidade

Principais vantagens da gestão descentralizada

Uma liderança central tende a ficar mais distante dos times conforme a empresa cresce de tamanho.. De forma descentralizada, eles podem focar na análise dos indicadores e observação do processo e obtenção de resultados.

Motivação e retenção de talentos

Por sua vez, a descentralização é crucial para motivar continuamente os funcionários e ajudar a mantê-los na empresa. Se uma pessoa se sente valorizada e que contribui ativamente para auxiliar nas decisões , na condução de projetos estratégicos, ela será capaz de continuar e vai desejar isso.

Ou seja, a gestão no modelo descentralizado apoia na retenção dos talentos da companhia.

Melhores resultados para os clientes

A não dependência da gestão é crucial também para entregar melhores resultados e experiências para os clientes. Isso inclui melhor uso dos recursos, mais eficiência, mais produtividade, e aceleração da condução dos projetos estratégicos.

Em complemento, temos também o clima favorável, com uma cultura saudável e funcionários motivados e felizes. Isso tudo possibilita produzir melhor e assegurar a satisfação dos clientes.

Como fazer gestão descentralizada de uma empresa?

É preciso mudar a cultura da organização. Nesse sentido, é necessário rever a forma como as decisões são tomadas de acordo com a estrutura.

Um bom exercício é direcionar projetos estratégicos para times multidisciplinares que sejam responsáveis pela condução de ponta a ponta pela sua conclusão.  Esse exercício de empoderamento dos colaboradores e dos times pode ser essencial para alcançar a gestão descentralizada.

Como fazer gestão descentralizada de uma empresa?

A mudança cultural envolve tanto as lideranças quanto as equipes. O exercício das lideranças de abrirem mão do controle excessivo e exercitarem o empoderamento  das equipes, além de estarem mais abertos aos erros. 

As equipes, em contrapartida, devem exercitar a autogestão e proatividade na condução de projetos, além de assumirem riscos (mesmo que controlados). É preciso de forma estruturada conduzir essa mudança cultural    e tratá-la como mais um projeto estratégico da companhia. 

Da mesma forma, vale mencionar que uma aliada para esse processo de descentralização é a tecnologia, que permite o acompanhamento estruturado de indicadores e de etapas dos projetos em andamento sem a necessidade de microgerenciamento. 

Saiba como podemos ajudar na gestão de franquias em sua empresa para alavancar o seu crescimento!

Conclusão

A gestão descentralizada é uma forma de otimizar a gestão de uma companhia, a fim de garantir agilidade em decisões, maior eficiência na produção, e otimização dos recursos da companhia.

O compliance é o processo que garante que as regras e procedimentos da empresa estejam sendo seguidos pelos seus funcionários. Quando eles estão aderentes a essas políticas e procedimentos, você garante que sua empresa opera de acordo com a lei e que respeita as regras e regulamentações tanto no ambiente interno quanto no externo.

Portanto, trata-se de um conceito importantíssimo para acompanhar em qualquer etapa do ciclo de vida de uma corporação.

Neste conteúdo vamos aprofundar o que é o compliance. Falaremos sobre a relação com a gestão de riscos e com a governança corporativa. Assim, você terá uma boa noção da importância de pensar esse conceito hoje em dia.

O que é o compliance?

Compliance é um conjunto de táticas e estratégias que servem para controlar processos e operações internas. O objetivo é atender a normas internas ou externas, ou seja, políticas da empresa ou leis e regulações.

Atualmente, o termo se tornou muito importante devido ao surgimento de leis e regulações que afetam as empresas. A Lei Geral de Proteção de Dados é um exemplo no âmbito da segurança das informações.

Contudo, no mundo do franchising temos também regulações específicas do franchising, como a lei de franquias, que impõem necessidade de adaptação às empresas. 

Em muitos contextos, compliance é apenas mencionado como sinônimo de combate à corrupção, contudo, o conceito é mais abrangente. Inclui também medidas para garantir segurança em todos os âmbitos da empresa, com o intuito de assegurar continuidade das operações, sustentabilidade e uma expansão segura.

Inclusive, existem uma série de compliances diferentes que se complementam (como discutiremos no último tópico deste texto). Cada um define um foco específico, um olhar direcionado para uma necessidade em questão.

A conformidade é muito útil como uma prática contínua, observada e melhorada constantemente. Ou seja, deve fazer parte do dia a dia das empresas, como uma forma de manter as operações em bom estado, atualizadas perante a lei, bem como evitar problemas.

Também é um bom instrumento para projetos de expansão – por exemplo no caso das franquias — ou de alguma mudança estrutural. No caso de negociações entre empresas (como uma aquisição de uma organização por outra), por exemplo, um programa de conformidade é sempre uma ótima forma de garantir a visibilidade necessária do que é crucial do ponto de vista regulatório,  para que decisões importantes sejam tomadas. 

No franchising, o compliance ajuda as unidades a saberem as regras e a evitar que elas sejam quebradas e evitar multas ou penalidades, além de garantir que os consumidores recebam produtos e serviços de qualidade, e terem o tratamento adequado com respeito e cordialidade. 

Os franqueados, cientes das regras, e usando da inteligência de negócio do franqueador, passam a ganhar também produtividade e proporcionam um ambiente consistente para os consumidores e também para a equipe.

Gestão de riscos

O compliance também abrange o conceito de gestão de riscos — que define a maneira como a empresa lida com possíveis ameaças. A gestão encara os riscos como potenciais acontecimentos, e se preparam para lidar com eles de acordo com as regras e políticas da empresa. 

Seguindo as regras, você pode proteger a sua empresa de riscos e passivos como fraudes e até de negligência. 

Com a identificação de áreas em que o seu negócio pode estar vulnerável, o compliance ajuda a definir os passos protetivos para evitar que problemas aconteçam.

Assim, é uma visão madura, que busca a probabilidade de cada risco e tenta levantar os possíveis impactos. Dessa forma, o foco é entender como se preparar melhor para cada situação e como agir. 

A gestão divide os riscos entre evitáveis e controláveis. Os evitáveis nem mesmo devem se concretizar, ou seja, precisam ser combatidos na raiz; os controláveis podem até vir a ocorrer, mas, se forem controlados, não causam problemas sérios.

Essa visão mais consciente, segura e transparente permite alcançar o sucesso no controle dessas ameaças.

Governança corporativa

Outro conceito relacionado é o de governança corporativa. Esse termo diz respeito a uma forma de controlar a gestão da empresa, de modo a atender aos principais objetivos. 

A governança dita como organizar a administração para estabelecer conformidade com os princípios internos e com as normas da própria empresa. 

Ao observar uma empresa com um excelente programa de conformidade, você pode se surpreender ao ver que muitos líderes são fortes defensores dessa estratégia; o que eles podem não perceber é o impacto que isso tem sobre os membros de sua equipe e seus negócios como um todo.

Um programa de compliance numa estrutura de governança corporativa, se bem executado, pode aprimorar o trabalho em equipe e incentivar a comunicação e a colaboração dentro da organização. Também pode ajudar a promover um sentimento de confiança e pertencimento entre os membros da equipe e proporcionar um ambiente de trabalho saudável que promova o crescimento e desenvolvimento profissional.

Principais objetivos

O principal objetivo de um programa de conformidade é a transparência. É regular os processos internos para buscar maior segurança, precisão e consistência em todos os níveis da companhia. Assim, busca-se fornecer a estrutura guia para as pessoas executarem suas funções, além de estabelecer uma cultura de prestação de contas.

Principais benefícios do compliance

Já vimos a definição do conceito. Entendemos um pouco sua relevância para os dias atuais. Vamos agora conferir os benefícios.

Principais benefícios do compliance

Padrões

Você define e mantém um padrão da indústria ou do negócio, por meio de procedimentos e políticas a serem seguidos por sua equipe e clientes. Isso permite que você defina expectativas e estabeleça uma cultura onde a honestidade e a transparência são incentivadas e respeitadas.

No franchising, esse benefício é um dos mais importantes, pois mantém a consistência da marca, mesmo quando distante dos olhos do franqueador.

Segurança

Nesse contexto estamos falando de segurança em vários âmbitos: segurança digital, financeira, do espaço físico, dos colaboradores, etc.

Compliance é uma forma de alcançar proteção interna por meio do seguimento das leis e boas práticas. O programa de conformidade ajuda as empresas a entender como aplicar essas normas da melhor forma e, portanto, gera maior senso de proteção.

Menos custos e despesas

Outra questão importante: um programa de compliance bem estruturado ajuda a reduzir os custos e as despesas. Afinal, permite menos riscos e menos surpresas inesperadas, o que garante um controle maior do orçamento.

Além disso, compliance leva a um cuidado maior com as normas, algo que, por conseguinte, gera menos despesas com multas e indenizações. Há menos problemas com corrupção e desvios de dinheiro também, bem como menos falta de visibilidade sobre o uso dos recursos.

Isso tudo coopera para uma gestão segura e consciente que traz também vários outros benefícios, como continuaremos a desenvolver.

Ganho de vantagem competitiva

Estar alinhado com as leis e normas também permite melhorar os processos e garantir vantagem competitiva. Uma empresa que cuida melhor de seus processos, atende a regulações importantes e se mantém organizada em todas as frentes conquista mais interesse da força de trabalho e dos consumidores além de e conseguir melhores negociações no mercado com outras empresas.

Ou seja, a corporação ganha com maior credibilidade e uma melhor reputação. Em muitos casos, o trabalho de conformidade é interno, feito sem grandes alardes para o público externo, mas os resultados são sentidos por clientes e parceiros.

Sustentabilidade

Aqui estamos falando de sustentabilidade corporativa, e não somente ambiental. Contudo, o compliance gera benefícios para ambos.

Para a corporação, a conformidade permite desenvolver uma consistência tão grande, que facilita a permanência no mercado. No aspecto ambiente, podemos afirmar que as práticas de conformidade ajudam a manter alinhamento com as diretrizes legais relacionadas à proteção do meio ambiente.

Consolidação da cultura

No geral, a empresa desenvolve uma cultura forte, coordenada por normas importantes. A conformidade permite eliminar pontos falhos para gerar solidez e garantir que o negócio se expanda de maneira segura.

Reputação

O compliance ajuda a preservar e proteger a reputação de sua organização e a melhorar sua reputação no mercado, fornecendo provas de que ela está operando de forma ética e responsável.

Qual a diferença entre compliance e auditoria?

É importante destacar a diferença entre esses termos, pois eles geram muita confusão. 

O compliance é um programa constante que deve fazer parte das ações corporativas sem um prazo definido. Não é um processo com início e fim, é algo que deve integrar a cultura e faz parte da estrutura da empresa

Ao passo que auditoria é um conjunto de verificações feitas em um período definido. É uma forma de analisar as condições atuais, identificar problemas e buscar melhorias, inclusive para alcançar a conformidade. 

A auditoria é uma ferramenta que verifica a aderência da companhia ao compliance e outras especificações.

Quais os pilares do compliance? Confira

Vamos comentar brevemente sobre cada um dos pilares do compliance. Assim, ficará fácil compreender melhor como desenvolver essa estratégia e como garantir a observância global dos seus princípios mais relevantes. 

Comprometimento da alta direção da empresa

É preciso conseguir um esforço de todos, inclusive dos diretores. Eles devem ter a visão certa e obter os dados certos para decisões adequadas, precisas, que ajudam a reforçar o compliance.

Comprometimento da alta direção da empresa

Métodos de avaliação de riscos

 

Também é necessário desenvolver métodos para identificar e avaliar os riscos, de acordo com o que já comentamos. Essas abordagens visam identificar os impactos possíveis, tentar categorizá-los pelo grau de periculosidade e buscar traçar planos de ação. 

No caso do franchising, uma avaliação de aderência aos padrões da marca, aos procedimentos técnicos e de segurança podem ser realizados pelos consultores de negócios e fazerem parte de uma avaliação da rede como um todo.

Implantação de política de conformidade e código de condutas

Para ter uma visão mais clara do que precisa ser feito, a empresa pode implantar políticas de conformidade e códigos de conduta. Ou seja, é necessário explicitar o que será feito.

Comunicação e treinamento

Depois de definir a política, o próximo passo é investir em comunicação e em treinamento de todos com intuito de conscientizar e garantir a adaptação.

Canais de denúncia

Outra das práticas essenciais para a conformidade é criar um canal de denúncia. Esses canais estimulam a transparência e a clareza, o que pode ajudar a identificar pontos de atenção.

Investigação interna

As denúncias servem para estimular os mecanismos de investigação, que, por sua vez, devem tentar entender o que está acontecendo e buscar propostas de melhorias.

Auditoria e monitoramento

Também fazem parte do cuidado com a conformidade a auditoria e o monitoramento constante. A auditoria compreende ações pontuais para verificar a situação internamente, ao passo que o monitoramento estabelece medidas continuadas de acompanhamento dos processos.

Implantação de política de conformidade e código de condutas

Conclusão

O termo compliance inclui uma série de temas importantes para as empresas. Em suma, é uma forma de atender a leis e normas relevantes que ajudam a estruturar as áreas da empresa. Com isso, uma organização se torna mais segura e sustentável. 

Apesar de importante, o compliance não pode ser motivo de frear a criatividade, a inovação ou a tomada de riscos pelas empresas para que elas cresçam e expandam seus negócios. No franchising, ajuda a manter a rota, a consistência da marca e a perenidade dos negócios.

O investimento em franquias é uma estratégia que traz muitos benefícios e um suporte consistente ao crescimento das companhias. Desse modo, pode ser um aliado para a expansão segura, de acordo com os objetivos traçados. 

Contudo, é importante que isso seja bem feito, a partir de uma boa avaliação de ações mais efetivas, uma boa formatação, o cuidado com as questões legais e a gestão devida da rede de franqueados.

Por isso, vale entender um pouco mais como começar nesse universo e como tomar as melhores decisões. 

Investimento em franquias: vale a pena transformar minha empresa em uma franqueadora?

O investimento em franquias é justificado pela possibilidade rápida de crescimento. É possível expandir para regiões até então pouco exploradas, a partir do investimento e da dedicação dos franqueados em uma rede. 

A empresa passa a contar com uma outra frente de negócio, um novo core business que é o de ser franqueadora – e isso implica em oferecer suporte estruturado para a rede de franquias, além de buscar a expansão da marca para novos mercados e aumentar a sua representatividade. 

O franchising é uma ótima forma de proporcionar produtos e serviços de qualidade da sua marca nas mais diferentes regiões do país, além de ter um modelo de negócios único e com potencial de resultado tanto para o franqueador quanto para o franqueado. 

Franqueadores têm receita adicional em relação aos negócios independentes pois são remunerados pelos franqueados pelo uso da marca e pelo suporte prestado ao longo do contrato, além de, em alguns casos, serem os fornecedores principais de seus franqueados.

Outro benefício é que a marca, com maior visibilidade no mercado, consegue atrair melhores profissionais e reter mais talentos que veem o crescimento do negócio como possibilidade de ascensão profissional. O crescimento com as franquias é uma vantagem se comparado com o crescimento orgânico, como o investimento em lojas próprias, por exemplo. Nesse caso, o esforço da empresa é muito maior, em contratações de pessoas, em gestão de processos, em consolidação e reputação da marca e outros aspectos do negócio., 

A expansão com terceiros acaba por si só sendo um grande aprendizado para a marca que inclui a expertise de outros empresários e as visões do negócio em diferentes mercados, o que permite um aprendizado acelerado em torno da aceitação e necessidade de adaptaçao para diferentes cenários.

Investimento em franquias: vale a pena transformar minha empresa em uma franqueadora

O investimento em franquias, por sua vez, compensa porque os franqueados buscam o próprio crescimento e, consequentemente,  ajudam a expandir a marca. É uma relação de interdependência em que o franqueador oferece a reputação da marca, enquanto os franqueados são responsáveis por operar as lojas em expansão.

Além disso, atuar no franchising pressupõe um modelo de negócio escalável. A gestão consistente dos franqueados facilita a entrada de novos franqueados, o que torna o crescimento da rede ainda mais rápido. 

Tantos benefícios, implicam também em uma série de cuidados. O processo de se tornar uma empresa franqueadora exige preparo, investimento e uma boa dose de responsabilidade. 

O que é uma franqueadora?

Uma franqueadora é a empresa detentora da marca e que oferece o seu direito de uso e um pacote de benefícios a uma rede franqueada, em troca de uma remuneração periódica, os royalties, e pelo suporte oferecido pela franqueadora. 

O franqueador é o responsável por desenvolver a marca, o modelo de negócios,  suportar o crescimento da rede de franquias, oferecendo o suporte e as ferramentas necessárias de forma a permitir que os franqueados tenham sucesso ao investir nele. 

A partir desse modelo, o franqueador tem a possibilidade de obter resultado com o recebimento de royalties e outras taxas coletadas da rede de franquias. 

Ou seja, é uma forma de abrir unidades independentes, mas que ainda conversam entre si e dependem da empresa maior.

Franquia x Franqueadora: Quais as diferenças?

Vamos entender um pouco mais sobre as diferenças entre esses dois conceitos.

Franquia

Uma franquia é a unidade aberta em uma rede de franquias, controlada por um empreendedor franqueado. Ou seja, é uma empresa independente que opera segundo as regras e padrões de uma empresa franqueadora.

O franqueado recebe o direito de uso da marca e outros ativos do franqueador para operar uma unidade franqueada. 

Pense em uma grande corporação no setor de alimentação, como o McDonald’s, por exemplo. Uma franquia seria uma loja do McDonald’s aberta em uma certa região que trabalha com os direitos da organização para vender. O resultado do negócio é do franqueado, que tem a obrigação contratual de remunerar o franqueador a partir das taxas predefinidas.

Franqueadora

A franqueadora é a empresa que dá o suporte para uma rede de franquias e que oferece, sobretudo, o nome e a estrutura da marca. É uma empresa com uma certa reputação consistente que permite replicar seus processos e modos de operação em várias unidades.

Enquanto a franquia é a unidade local, por exemplo, que opera de modo independente e pertence a um empreendedor franqueado, a franqueadora é a empresa detentora da marca.

Descubra quais são as responsabilidades de uma franqueadora

Proteção da Marca

Proteger a marca, aplicando políticas e padrões rígidos estabelecidos contra o uso não autorizado e desvios do guideline da marca.

Uma franqueadora deve definir as políticas e os critérios para que empreendedores ingressem em uma rede de franquias. É preciso estipular as regras de utilização da marca, por exemplo, o que inclui formas de aplicar logomarcas e design, bem como posicionamento.

Desenvolvimento de Capacitação e Treinamento

Desenvolver um programa de capacitação em torno do negócio, de como operar e utilizar as melhores práticas para que a unidade franqueada prospere e as equipes estejam prontas para trabalhar em sua melhor forma.

É também dever da franqueadora capacitar os franqueados com relação a regras e com relação ao negócio em si. Todo o know-how associado com a forma como a franqueadora se mostra no mercado deve ser transmitido para os franqueados. 

Os manuais podem ajudar nessa questão, como documentos indispensáveis que são usados pelos franqueados como base para operar a unidade franqueada. 

Suporte e Acompanhamento

Suporte e Acompanhamento

É preciso também acompanhar o desempenho das franquias e prestar o devido apoio para que cada unidade alcance seus objetivos. Ou seja, isso também inclui oferecer consultores de campo/negócios capacitados para avaliarem o negócio e traçarem juntos planos de ação estruturados para o atingimento das metas e objetivos desenhados em conjunto.

Marketing e Divulgação

Desenvolver uma estratégia de marketing institucional que ajude na promoção da marca em todos os mercados em que atua e oferecer o suporte necessário para a criação de ações de marketing local pelos franqueados e que possam favorecer a unidade. 

Abastecimento

Nos casos em que a franqueadora é também fornecedora da rede, a capacidade de abastecer as unidades também é dever da franqueadora. Garantir que as unidades tenham produtos na quantidade e tempo certos para não prejudicar seu resultado.

Desenvolvimento constante do negócio

Identificar e desenvolver novas oportunidades de negócios para a rede de franquias, oferecer novos modelos, novas marcas, novos produtos e inovação constante para a evolução da marca e de suas operações franqueadas. Como transformar sua empresa em uma franqueadora?

Um dos processos indispensáveis na hora de transformar uma empresa em uma franqueadora é a formatação das franquias

Consiste em uma série de ações e ferramentas que ajudam a preparar a empresa para ser um modelo replicável, capaz de agregar várias franquias com sucesso.

Por meio de um estudo de viabilidade e franqueabilidade, são analisadas as reais condições de uma marca tornar-se franqueadora sob o ponto de vista financeiro e de capacidade de suportar as unidades. 

A produção dos manuais da franquia também são etapas fundamentais para quem vai operar uma unidade, pois descreve as operações, forma de administração, gestão do marketing, e outros aspectos do negócio. Ele tangibiliza para o franqueado todo o conhecimento que ele deve ter para ter sucesso em sua unidade.

O contrato de franquia também deverá ser desenvolvido para estabelecer a relação entre o franqueador e cada franqueado. O contrato de franquia especificará o prazo da franquia, o pagamento de royalties ao franqueador e outros termos e condições relacionados ao relacionamento da franquia. 

É recomendável que cada franqueado trabalhe para desenvolver um plano de negócios para sua localidade e que desenhe seus objetivos e metas de curto, médio e longo prazos a fim de acompanhar e gerir melhor seus resultados. 

O franchising oferece diversos benefícios, como maior visibilidade da marca, ampliação da base de clientes e acesso a novos mercados, porém exige preparo e dedicação. Se bem executado, traz inúmeros benefícios para a marca, para o franqueador e também para o franqueado.

Saiba como o Grupo BITTENCOURT pode auxiliar a sua empresa na formatação de franquias!

Conclusão

O investimento em franquias pode ser crucial para trazer os resultados de crescimento que a empresa precisa.

Nesse sentido, é importante saber como ajustar o negócio para identificar se existe a viabilidade de operação com o sistema de franquias 

com uma empresa especializada.

Conte com  o apoio estratégico de quem sabe orientar a sua empresa em sua jornada de ingresso no universo do franchising. Conte com o Grupo BITTENCOURT.

A segmentação de mercado é uma forma de entender melhor as possibilidades de atuação em meio à complexidade que é atender a públicos distintos. É uma maneira de saber como otimizar as ações da empresa e garantir os melhores resultados.

A segmentação permite definir o posicionamento, uma melhor postura e até ações menores de divulgação. Trata-se de um olhar direcionado para escolher as melhores ações, otimizar o retorno sobre o investimento e muito mais.

Confira e entenda melhor esse conceito em uma visão mais ampla.

O que é a segmentação do mercado?

Uma segmentação de mercado vai além de estratégias para dividir clientes em grupos ou clusters e direcionar mensagens em uma estratégia de marketing. A estratégia é abrangente o suficiente para expandir para mais ângulos de análise.

A segmentação define também a postura de uma organização diante de um público amplo e diverso. Permite que a empresa amadureça sua proposta de valor e consiga oferecer exatamente aquilo que seu público precisa, nos canais ideais. 

É entender o público para oferecer algo personalizado e certeiro para ele. Nesse prisma, se compreende o cliente como uma pessoa tridimensional, com múltiplas características e variáveis que influenciam a decisão de compra.

Nesse sentido, um esforço de segmentação pode ser muito útil antes de abrir uma empresa ou uma unidade, em projeto de expansão. 

Ou até mesmo antes de ingressar em uma estratégia de franchising. Para saber onde investir, como direcionar as ações e o que fazer para obter o melhor retorno, a empresa recorre à segmentação.

Uma pesquisa geográfica, por exemplo, antes de uma abertura de uma loja pode envolver esse tipo de análise. Para isso, a empresa vai avaliar quais regiões podem ser mais lucrativas, de acordo com as características e com o perfil dos consumidores.

A segmentação busca entender os clientes a partir de diferentes aspectos. Essas diferentes análises produzem insights distintos, o que favorece ações mais profundas e efetivas.

Importância da segmentação do mercado: entenda

Essa estratégia permite reduzir custos. Uma vez que a organização consegue se definir de forma mais certeira onde o potencial de resultados efetivos aconteçam, ou seja, consegue evitar esforços que não resultam em nada. 

Em suma, com menor esforço e investimento, será possível alcançar um público ideal para consumir seus produtos e serviços. Custos menores, significam a possibilidade de investimento em outras áreas estratégicas da companhia.

Importância da segmentação do mercado: entenda

A segmentação de mercado também permite alcançar um público com maior potencial de formar uma base consistente de clientes. Afinal, reúne em grupos consumidores com comportamento similar o que permite uma ação direcionada e mais eficaz. Assim, a empresa poderá crescer e ter sucesso em suas abordagens de expansão.

Por outro lado, a segmentação também garante que novas pessoas cheguem ao negócio com maior facilidade. Além de manter os clientes atuais, é possível expandir para conseguir novas parcelas de público, ao saber exatamente como vender para eles — de acordo com suas necessidades específicas.

Tipos de segmentação de mercado

Vamos agora analisar rapidamente os principais tipos de segmentação de mercado e entendermos como isso pode ser aplicado a depender da necessidade

Segmentação Demográfica

A segmentação demográfica é uma das mais tradicionais. Consiste em analisar um público por características gerais, como gênero, idade, profissão, renda, classe social, área de estudo, etc. 

A partir dessas categorias mais amplas, se criam clusters e grupos com os clientes para facilitar a interação da marca com esse público.

Então, é comum chegar a definições de público-alvo, como “pessoas do sexo feminino, com 20 a 35 anos, com renda superior a 4.500 reais“. As ações da empresa devem refletir o cuidado com essas variáveis e devem se encaixar perfeitamente no que esse tipo de público espera.

Segmentação Geográfica

A segmentação geográfica leva em conta questões de região e faz análises, geralmente, com o apoio de mapas. Ou seja, os grupos são divididos de acordo com sua localidade, não necessariamente a uma cidade, estado ou país específico. Pode ser uma composição regional, de bairros e até mesmo de ruas. 

Esse tipo de segmentação pode ser interessante antes da abertura de uma unidade.

A companhia analisa, por exemplo, quais regiões oferecem maior potencial de resultado caso decida investir na abertura de lojas. 

Avalia também a concorrência, como os concorrentes estão estabelecidos e a concentração de pessoas com o perfil de consumo desejado em cada localização. 

Assim, é viável tomar uma decisão sobre preferir determinadas áreas, investir mais em locais específicos ou garantir um trabalho mais consolidado para desbravar áreas mais difíceis.

Segmentação Comportamental

A segmentação comportamental implica uma análise um pouco mais humana e pessoal, que considera o cliente em sua jornada de compra, por exemplo. Avaliando todo o seu processo de decisão e ações que realiza durante a interação com a marca.. 

Logo, pensa em uma série de ações e no comportamento desse consumidor antes de tomar a decisão de compra efetivamente.

Esse comportamento varia muito de cliente para cliente, mas também depende do tipo de produto. 

Isso inclui, por exemplo, se o consumidor prefere fazer compras offline ou se gostaria de uma integração omnichannel, uma jornada de compra com os canais integrados e, claro, sua forma de ver e receber as mensagens da marca.

Segmentação Psicográfica

A segmentação psicográfica aprofunda ainda os elementos psicológicos para tentar entender como o cliente compra e o que o leva a isso. Considera ambições, medos, sonhos, desejos e vontades mais profundas para entender em 3 dimensões o consumidor.

Essa segmentação permite criar personas que facilitam as ações e estratégias de vendas e de crescimento. A empresa poderá saber como estruturar a postura em uma nova loja para atender e atrair aquele cliente.

A personalização se torna ainda mais precisa, quase como uma micropersonalização. Assim, os resultados são ainda mais satisfatórios.

Como fazer uma segmentação de mercado eficiente?

A empresa deve saber bem como analisar os dados, em busca das informações corretas. Nesse sentido, vale a pena recorrer a empresas especialistas que ajudem na avaliação estratégica de canais e de abordagens para chegar ao público ideal de maneira adequada.

Como fazer uma segmentação de mercado eficiente

Companhias com expertise podem ajudar a encontrar as melhores formas de expandir a sua corporação, de acordo com o que diz a segmentação de mercado. 

Saiba como o Grupo BITTENCOURT pode ajudar sua empresa com avaliação de canais!

Conclusão

A segmentação de mercado é uma forma de ouvir o que diz o mercado. Trata-se de uma estratégia para assimilar informações úteis e direcionar as estratégias para grupos específicos, em busca de acertar na abordagem e atrair maiores um público direcionado que permitirão otimizar o retorno sobre o investimento. 

É uma abordagem muito útil na hora de expandir a organização, pois torna os esforços mais seguros e menos custosos.

Administrar uma companhia não é uma tarefa simples. Isso se torna ainda mais complexo a depender do tamanho da empresa que estamos falando. Por isso, é preciso organizar a gestão e trabalhar com regras, princípios e boas práticas. A isso chamamos de governança corporativa.

A governança é um compromisso que a empresa assume para coordenar melhor seus princípios de gestão. 

Assim, é uma estratégia de monitoramento sobre os princípios e mecanismos de controle existentes, de modo que eles gerem um impacto positivo no dia a dia.

Desta forma, a empresa consegue estipular metas importantes e correr atrás delas. Saiba mais sobre o conceito a seguir.

Governança Corporativa, o que é?

A governança corporativa diz respeito a um conjunto de práticas, políticas e estratégias para melhorar a gestão de uma empresa. 

É uma ferramenta de gestão para gerenciar a própria forma de administrar a companhia, em busca de maior clareza, segurança e sustentabilidade.

A governança é imprescindível para qualquer organização que deseja se manter forte e consistente no mercado. É como uma forma de autorregular as operações e de garantir o máximo de qualidade em todos os processos.

Governança também serve para alinhar os interesses dos stakeholders, dos donos de uma organização, com os interesses dos gestores e líderes. Dessa forma, todos se comunicam com a mesma visão sobre as metas, a partir do mesmo horizonte.

Para que ela serve?

Como já foi falado, a governança corporativa pode funcionar como um meio de gerar clareza e facilitar a prestação de contas para os envolvidos. Ou seja, é um método de regulação para os próprios stakeholders.

Além disso, também serve como uma forma de reforçar o compliance, a conformidade com as leis externas. A partir dos mecanismos internos de controle e regulação, a empresa se torna mais consistente diante de leis e da fiscalização. 

É mais fácil se atentar para as leis e preparar a empresa para apresentar conformidade quando se conta com uma governança mais forte. Nesse caso, a gestão terá o que precisa para reforçar o controle.

Uma empresa que foca em governança é uma empresa que se mantém segura de casos de escândalo e corrupção, com a devida transparência sobre os atos e processos. 

Inclusive, muitas pessoas confundem o termo governança com o compliance. Contudo, é importante destacar a diferença central: a governança trata de mecanismos internos para reforçar a regulação e o controle dos processos e das ações; ao passo que o compliance é estritamente focado em atender a leis externas.

O compliance precisa da governança, mas a governança não necessariamente precisa do compliance. Embora ambos estejam ligados e um seja consequência do outro.

Governança Corporativa, o que é

A governança corporativa também serve para atrair pessoas interessadas e investidores. Com as regras e o controle da empresa em dia, é mais fácil conseguir pessoas que queiram fazer parte do negócio e o vejam como uma oportunidade lucrativa.

A governança também ajuda a fortalecer a imagem da companhia no mercado, tanto para os próprios investidores, quanto para os clientes. Aliás, também auxilia bastante quando a organização precisa atrair franqueados em uma estratégia de franquias, por exemplo.

Ou seja, o ato de manter uma forte regulação interna, com as regras e políticas bem estruturadas, serve como uma boa propaganda da empresa, de modo a fortalecer o poder da marca. Isso facilita novos negócios e suporte à expansão. 

Qual o objetivo?

O objetivo da governança é esclarecer os interesses e objetivos do negócio. Assim, é uma forma de deixar claro como a empresa deseja ser regulada e controlada, em todos os processos e operações. 

De certa forma, a governança também serve para definir um caminho para alcançar os objetivos. É como um roteiro que a empresa segue para chegar onde deseja, de fato, sem complicações e dificuldades. 

Como funciona a Governança Corporativa?

Temos três grandes valores que orientam a governança corporativa: as regras, a auditoria e a restrição de autonomia.

As regras dizem respeito ao conjunto de políticas que regem as ações e os processos internos. É o conjunto de restrições que devem controlar o acesso a informações sigilosas, a forma como as funções são exercidas, como a empresa lida com os clientes e muito mais.

As regras são sempre baseadas em princípios de transparência e de clareza, de modo a evitar casos de corrupção e problemas graves que afetam a continuidade dos negócios.

Essas políticas visam justamente diminuir os casos indesejáveis, controlar as ações e garantir o máximo de cuidado com questões sensíveis na organização.

Outro pilar é a auditoria. Não podemos falar em governança corporativa sem mencionar a importância de monitorar os processos e as regras definidas. A auditoria deve acompanhar o cumprimento das políticas e a efetividade delas.

Então, deve-se levantar informações para possíveis mudanças de rota que favoreçam a empresa e permitam controlar melhor os processos.

O outro ponto crucial é a restrição de autonomia. Significa trabalhar para controlar a ação dos gestores, de modo a garantir maior segurança para a empresa, com menos riscos. É importante que esse controle seja estrito e moderado, sobretudo de acordo com os objetivos da companhia.

Vale destacar: a governança não é uma forma de restringir as ações e burocratizar as operações. Por outro lado, o objetivo é garantir menos problemas e menos propensão a riscos, a partir de um controle mais visível e facilmente mensurável. 

É possível alcançar isso e manter a flexibilidade da companhia.

Governança corporativa: quais os princípios?

Vamos falar agora sobre os princípios que fundamentam a governança. 

Transparência

A transparência é um conceito importante para preservar nos dias atuais. Está relacionado com a clareza sobre as informações de gestão da empresa, de modo que isso fique disponível para todos. A transparência facilita a fiscalização e o cumprimento das normas.

Em uma empresa regida pelo valor da transparência, tudo se torna mais fácil de acompanhar. A empresa facilmente consegue se tornar replicável também, o que facilita uma estratégia de expansão

Para investidores e novos stakeholders, isso é uma vantagem. Caso a organização precise passar por um processo de fusão ou aquisição, fica mais fácil fazer o due diligence e controlar as informações cruciais para prever a sustentabilidade do negócio ao longo dos anos.

Governança corporativa: quais os princípios

Equidade

Trata-se de um princípio de justiça, de igualdade de tratamento para todos os membros e todas as partes do negócio. Assim, a empresa consegue observar com atenção todos os pontos e entender exatamente o que fazer para tratar cada problema.

Prestação de contas (accountability)

É um termo relacionado com a transparência. A prestação de contas é o ato de esclarecer as movimentações e as ações financeiras para todos os interessados, de forma fácil de acompanhar. Assim, torna-se viável regular e controlar as finanças, de acordo com as leis e regras internas e externas.

Responsabilidade corporativa

É o cuidado da marca, algo que resulta do esforço conjunto de todos os membros. É uma forma de cuidar de diversos âmbitos que necessitam de uma atenção mais dedicada, como a questão das finanças, sustentabilidade ambiental, consumo dos recursos, etc.

Como iniciar o processo de governança corporativa na empresa?

Vamos comentar agora algumas estratégias para dar início a estruturação da governança em uma empresa. 

Primeiro, é importante definir os papéis e responsabilidades. Internamente, o ideal é estabelecer grupos de interesse que trabalhem com o objetivo de tratar a questão da governança. Assim, eles podem ajudar a criar as regras e a garantir a auditoria delas.

Nesse sentido, é evidente a necessidade de um esforço de todos, principalmente com diferentes habilidades técnicas em consonância. 

Em seguida, pense em uma boa política de gestão de riscos. A empresa deve analisar os riscos e possíveis impactos deles para traçar um caminho que minimize as consequências. 

 

Depois, outro passo fundamental é o monitoramento da governança. Ou seja, a organização deve acompanhar os resultados do que já estruturou e, com base nos indicadores, ajustar as escolhas para obter ainda melhores resultados.

Qual a vantagem de contar com uma governança corporativa?

Temos várias vantagens de implementar a governança corporativa.

Uma delas é justamente a visão mais consistente, isenta, transparente, que consegue controlar e regular todos os aspectos das operações. Também vale mencionar o aumento de competitividade e a boa imagem no mercado, como já comentamos.

vantagem de contar com uma governança corporativa

A boa imagem no mercado facilita até estratégias de crescimento e a busca por crédito, por exemplo.

 

No geral, isso é refletido como valor diante dos clientes também, que vão enxergar uma empresa comprometida com o que é importante.

 

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Conclusão

A governança corporativa representa um compromisso com os valores da empresa e com os objetivos de crescimento. Assim, é uma forma de regular a gestão para garantir clareza, transparência, menos riscos e menos problemas.

Por isso, é imprescindível quando se pensa em expandir as operações em uma corporação que já é grande. Quanto maior a organização, maior a necessidade por reforço da governança.

Constantemente somos indagados por nossos clientes sobre questões relativas ao Fundo de Propaganda, tanto de sua concepção quanto sobre a forma de uso.

 

O Fundo de Propaganda é uma verba cooperada da Rede, onde cada franquia, e normalmente também lojas próprias, contribuem em igualdade de condições. Habitualmente é utilizada para marketing Institucional, de forma a beneficiar todas as franquias da rede na exposição otimizada da marca, em ações que beneficiem a todos.

 

O Fundo de Propaganda não é obrigatório, e algumas Franqueadoras até preferem não criá-lo, achando que evitarão conflitos ou o trabalho de administração. No entanto, a Franqueadora tem uma grande responsabilidade em relação à divulgação da marca para alavancar resultados das Unidades da Rede, e o Fundo de Propaganda se mostra uma importante ferramenta para tal, além de gerar uma economia importante à Franqueadora, por se tratar de uma verba cooperada.

 

Muito se fala sobre a vantagem fiscal que pode ser obtida com o Fundo de Propaganda quando operado da forma correta, de modo que se caracterize como adiantamento ou reembolso de despesas da rede e não como receita da Franqueadora, evitando assim a bitributação.

 

Primeiramente, frisamos que esse tipo de “planejamento fiscal” a fim de acomodar melhor a incidência de impostos, quando existe consonância entre a vontade declarada e a realidade, é permitida por lei, chamada de Elisão Fiscal.

 

 

Pois bem, e qual a forma segura de estruturar esse fundo?

 

Quando a Rede está iniciando, a melhor maneira de gerir os recursos do Fundo de Propaganda é abrindo uma conta corrente bancária exclusiva para o recebimento dessa verba, prestando contas periodicamente aos franqueados, com os respectivos documentos fiscais, emitidos pelos prestadores de serviço contratados.

 

No entanto, nem todas as Franqueadoras se sentem ainda confortáveis com a não tributação dessa verba no ato do pagamento pelo Franqueado, e emitem a nota fiscal respectiva, gerando dupla incidência de impostos, reduzindo o valor liquido.

 

Visando a melhoria e maior segurança dessa questão, hoje as redes mais amadurecidas vêm constituindo uma associação sem fins lucrativos – Associação de Rede de Franquia, cujo único objetivo é a gestão do fundo de marketing.

 

Sendo uma pessoa jurídica separada, seguindo rigidamente os preceitos do Código Civil Brasileiro, tendo franqueadora e franqueados como associados, coíbe entendimentos equivocados do fisco de que tal valor pudesse ser confundido com receita da franqueadora. Hoje entendemos ser esta a forma mais correta para tratamento da verba cooperada.

 

Outra dúvida recorrente é… O que se pode pagar com a verba cooperada de marketing?

 

Lembra quando falamos da consonância entre vontade declarada e prática, pois bem, não só para satisfazer o fisco, mas também para evitar conflitos na rede, a clareza e retidão na utilização da verba devem ser pressupostos para um Fundo de Propaganda.

 

Preferencialmente, a Franqueadora deve desenvolver um planejamento anual para a utilização da respectiva verba, e divulga-lo à Rede. Pagamento de funcionários, ainda que sejam ligados à atividade de marketing, não é recomendado, pode gerar discussão e/ou desconfiança quanto à lisura da administração da verba.

 

Ainda quanto a utilização da verba, recomenda-se a formação de um comitê de marketing, com a participação de franqueados, mesmo que de forma consultiva, como meio de engajamento e prevenção de conflitos.