Uma organização vive em um contexto maior do que ela, com fatores externos que influenciam a sua sobrevivência. Quanto maior a empresa, melhor ela pode se preparar, com uma estrutura robusta, para atenuar os fatores externos que podem influenciar no negócio. Esse é um dos benefícios da análise de cenários, uma espécie de projeção que permite facilitar a gestão e otimizar o andamento do negócio.
Dessa forma, é possível continuar crescendo de maneira segura e consistente. Saiba mais sobre isso neste conteúdo.
A análise de cenários é uma projeção de possíveis situações em que a empresa se encontrará no futuro. Busca analisar perspectivas de riscos, oportunidades e situações que ajudem a impulsionar o crescimento.
É uma forma de considerar fatores externos — como os regulatórios como leis e normas de setores específicos — e cruzar com os aspectos internos e tentar entender como a empresa estará no futuro ou como ela responderá a essas mudanças, com base nessa avaliação. Assim, busca também uma análise ampla e abrangente de todos os elementos que podem impactar esses cenários.
Essa análise é imprescindível para empresas de diversos tamanhos e é um dos serviços oferecidos em consultorias. A partir dessa análise, fica evidente o que a empresa pode fazer para melhorar, para lidar com os possíveis ameaças e para tentar crescer de forma orgânica e natural.
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A análise de cenários é essencial porque permite que a empresa entenda melhor as mudanças e a dinâmica do mercado e saiba como se posicionar e responder a elas. Além disso, é uma maneira de alinhar os objetivos internos, as ações e políticas com o mundo real, em constante efusão.
A análise também oferece previsibilidade, o que é muito importante hoje. Antes de uma grande decisão, como a escolha de canais para investir, é preciso avaliar vários fatores, entre eles a possibilidade de lucro e sucesso.
Ela pode ser importante inclusive para alinhar as expectativas para entender exatamente como será a realidade.
Essa avaliação, feita com essa projeção de possíveis situações, alimenta o planejamento e possibilita fazer planos de ação para os períodos futuros da gestão da empresa.
Uma análise de cenários visa levantar a viabilidade de algum projeto ou decisão que está sendo sondada pela organização. Isso permite direcionar melhor os esforços, evitar custos e garantir produtividade e eficácia nas ações.
Em outras palavras, a empresa não é pega de surpresa, pois consegue mensurar cada situação, bem como a probabilidade específica de cada resultado e pode compreender quais são as melhores abordagens.
Ela envolve a criação de vários cenários hipotéticos que levam em consideração diferentes variáveis e suposições, como mudanças na economia, concorrência, regulamentações ou comportamento do consumidor.
A principal função dessa análise é tentar esclarecer aspectos escondidos, que não ficam tão visíveis no dia a dia. Uma oportunidade ou um risco podem estar subentendidos em uma avaliação corrida dos números de performance semanal, por exemplo.
Essa verificação mais ampla, incluindo aspectos externos que podem afetar a empresa, possibilita olhar adiante, eliminar vícios e erros, de modo a engrandecer os resultados.

Temos três principais tipos de cenários que podem ser projetados: pessimista, otimista e realista.
O cenário pessimista surge quando os números apontam para uma direção ruim. Assim, o esforço da empresa consiste basicamente em tentar diminuir as perspectivas negativas e garantir menor impacto. É uma preparação para crises e problemáticas que podem surgir.
É como se preparar para defender, apenas, em um contexto de batalha. O cenário previsto força a empresa a se guardar melhor, se proteger com maior intensidade e assegurar o mínimo para a sobrevivência.
Por outro lado, há uma análise otimista. Trata-se da exploração de oportunidades interessantes que surgem ou uma leitura mais positiva de fatores que permitiram um crescimento maior e mais rápido.
Essa avaliação é justificada por um ambiente econômico positivo, menos crises e mudanças controláveis no mercado. Então, a organização entende que pode se manter mais otimista com relação ao que espera no futuro.
No meio termo, temos a análise realista. Busca o equilíbrio, com foco em oportunidades e em riscos ao mesmo tempo. Ao multifacetar esse foco, a empresa consegue esforços em todas as direções e garante que se crie um cenário positivo, mesmo controlando possíveis ameaças.
É uma visão mais equilibrada e adequada para o mundo moderno, em que as incertezas são muito difíceis de controlar e mensurar. Mesmo com as estratégias corretas e com o apoio da tecnologia, ainda há fatores que fogem do controle.
Um cenário não substitui o outro, e é recomendado fazer os 3 para que a empresa consiga enxergar as situações conforme os cenários construídos se confirmem.
A análise de cenários econômicos considera aspectos da economia de um país e tenta avaliar como isso pode afetar a organização. Ou seja, é uma análise dos fatores externos, políticos, e econômicos referentes a questões maiores do que a própria organização.
Variáveis como juros, inflação, impostos, valorização da moeda nacional, políticas de abertura de mercado e investimento estrangeiro são alguns exemplos. Esses fatores podem denunciar maior suscetibilidade a um sucesso prolongado ou maiores riscos.
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Importante saber que a análise de cenários pode ser feita de diversas maneiras e usando várias ferramentas que são conhecidas no universo da administração dos negócios.
A modelagem estatística por exemplo pode apoiar no entendimento dos cenários econômicos, outros modelos examinam a interdependência entre setores e como um pode afetar no outro, há ainda a análise de cenários que se baseia em dados históricos para identificação de padrões para fazer previsões futuras as possibilidades são muitas.
O nosso mapa de oportunidades é um diagnóstico completo que vai fazer a diferença nas estratégias da sua empresa. Contira!
Vamos analisar os principais benefícios de uma análise de cenários. Dessa forma, será possível compreender por que usar essa estratégia de forma constante em sua empresa. Acompanhe.
Um dos fatores é o aumento da vantagem competitiva. A análise de cenários permite destaque no mercado, uma vez que a empresa consegue analisar melhor os fatores que poderão levar ao sucesso e compreende os riscos que devem ser combatidos.
Essa previsibilidade possibilita se colocar no lugar certo para chegar aos objetivos traçados.
Diante disso, a empresa pode aproveitar as oportunidades para crescer e se tornar referência em seu nicho até mesmo no mercado internacional. Isso também significa conquistar mais clientes, mais oportunidades de parceria e até mesmo mais investimento.

A análise e leitura do ambiente externo ficam mais aguçadas com uma análise de cenários. Ao usar essas ferramentas para compreender o mundo ao redor, a empresa é capaz de entender como se posicionar, como lidar com a dinâmica do mercado e como contornar certas crises ou problemas que surgem.
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Como vimos, a análise de cenários permite compreender pontos positivos, riscos e oportunidades que podem surgir no futuro. É uma leitura de probabilidade que considera o que pode acontecer para ajudar as empresas na tomada de decisão.
Por isso, é importante fazer essa avaliação e saber como compreender a dinâmica do mercado para estimular um crescimento seguro e consistente.
Constantemente somos indagados por nossos clientes sobre questões relativas ao Fundo de Propaganda, tanto de sua concepção quanto sobre a forma de uso.
O Fundo de Propaganda é uma verba cooperada da Rede, onde cada franquia, e normalmente também lojas próprias, contribuem em igualdade de condições. Habitualmente é utilizada para marketing Institucional, de forma a beneficiar todas as franquias da rede na exposição otimizada da marca, em ações que beneficiem a todos.
O Fundo de Propaganda não é obrigatório, e algumas Franqueadoras até preferem não criá-lo, achando que evitarão conflitos ou o trabalho de administração. No entanto, a Franqueadora tem uma grande responsabilidade em relação à divulgação da marca para alavancar resultados das Unidades da Rede, e o Fundo de Propaganda se mostra uma importante ferramenta para tal, além de gerar uma economia importante à Franqueadora, por se tratar de uma verba cooperada.
Muito se fala sobre a vantagem fiscal que pode ser obtida com o Fundo de Propaganda quando operado da forma correta, de modo que se caracterize como adiantamento ou reembolso de despesas da rede e não como receita da Franqueadora, evitando assim a bitributação.
Primeiramente, frisamos que esse tipo de “planejamento fiscal” a fim de acomodar melhor a incidência de impostos, quando existe consonância entre a vontade declarada e a realidade, é permitida por lei, chamada de Elisão Fiscal.
Pois bem, e qual a forma segura de estruturar esse fundo?
Quando a Rede está iniciando, a melhor maneira de gerir os recursos do Fundo de Propaganda é abrindo uma conta corrente bancária exclusiva para o recebimento dessa verba, prestando contas periodicamente aos franqueados, com os respectivos documentos fiscais, emitidos pelos prestadores de serviço contratados.
No entanto, nem todas as Franqueadoras se sentem ainda confortáveis com a não tributação dessa verba no ato do pagamento pelo Franqueado, e emitem a nota fiscal respectiva, gerando dupla incidência de impostos, reduzindo o valor liquido.
Visando a melhoria e maior segurança dessa questão, hoje as redes mais amadurecidas vêm constituindo uma associação sem fins lucrativos – Associação de Rede de Franquia, cujo único objetivo é a gestão do fundo de marketing.
Sendo uma pessoa jurídica separada, seguindo rigidamente os preceitos do Código Civil Brasileiro, tendo franqueadora e franqueados como associados, coíbe entendimentos equivocados do fisco de que tal valor pudesse ser confundido com receita da franqueadora. Hoje entendemos ser esta a forma mais correta para tratamento da verba cooperada.
Outra dúvida recorrente é… O que se pode pagar com a verba cooperada de marketing?
Lembra quando falamos da consonância entre vontade declarada e prática, pois bem, não só para satisfazer o fisco, mas também para evitar conflitos na rede, a clareza e retidão na utilização da verba devem ser pressupostos para um Fundo de Propaganda.
Preferencialmente, a Franqueadora deve desenvolver um planejamento anual para a utilização da respectiva verba, e divulga-lo à Rede. Pagamento de funcionários, ainda que sejam ligados à atividade de marketing, não é recomendado, pode gerar discussão e/ou desconfiança quanto à lisura da administração da verba.
Ainda quanto a utilização da verba, recomenda-se a formação de um comitê de marketing, com a participação de franqueados, mesmo que de forma consultiva, como meio de engajamento e prevenção de conflitos.